SHOW_ Quiet Riot se apresenta para um público restrito e fiel na noite de sábado no Carioca Club Pela terceira vez a banda desembarca no Brasil, após 18 anos do show na Pedreira do Chapadão, e com pouca divulgação

Quiet Riot se apresenta no Carioca Club, em São Paulo na noite de sábado, 26/11/2016. (Foto: Ale Frata/Marofa Music)

QUIET RIOT_ Uma das primeiras bandas gringas de hard rock a tocar no Brasil em show solo, foi o Quiet Riot. Era abril de 1985, e o Brasil nem tinha ideia que após o fenômeno Rock in Rio, que aconteceu em janeiro daquele ano, entraríamos definitivamente no circuíto das grandes bandas, mas em shows pequenos, fora dos festivais, ainda era bastante raro, mesmo que o país já tenha recebido anteriormente monstros como Kiss, Queen, Van Halen, Alice Cooper, Rick Wakeman e Peter Frampton, o mundo do rock ainda não olhava para cá com bons olhos. Nesse show, a banda era aguardada com o que se tornaria para sempre a formação clássica, que tinha acabado de lançar o álbum Condition Critical (1984), e na época não foi bem visto pela crítica norte-americana, mas para os fãs é um disco de grande importância. O Rudy Sarzo infelizmente não veio, e no seu lugar o baixista Kjell Benner. Porém, em 1998 a banda retornou ao Brasil para um show na Pedreira do Chapadão, em Campinas, interior paulista, e desta vez com sua formação clássica.

O show que aconteceu sábado dia 26/11 no Carioca Club, com apenas Frankie Banali da formação clássica, foi bem intenso para quem é fã da banda, mas com pouca divulgação e falta de informação, a casa tinha um público que podemos estimar em torno de 500 pessoas (não são números oficiais). Muita gente reclamando tanto pessoalmente como na página do evento pela falta de informações em relação aos horários.

No palco, Frankie teve a companhia de um ex-membro Quiet Riot, o baixista Chuck Wright, além do guitarrista Alex Grossi e do vocalista Jizzy Pearl, que está de saída, para a entrada de Seann Nicols, que já está gravando o novo trabalho com a banda.

A luz do Carioca Club que já não é das melhores, parecia estar pior do que de costume. O líder da banda, o baterista Frankie Banali, quem teve a iniciativa de retomar as atividades em 2010, não tinha sequer um canhão voltado para ele, e só pudemos ver seu rosto, quando ele se levantou para conversar com o público. Pela primeira vez eu vi uma banda pedir (e conseguir) um minuto de silêncio no meio do show, neste caso para homenagear os saudosos Kevin Dubrow e Randy Rhoads, antes da música Thunderbird. Só não consegui entender, porque Frankie escolheu especificamente um fã argentino para dar um par de baquetas, dentre tantos brasileiros que foram prestigiá-los.

O show foi honesto, quem esteve por lá curtiu o set list que era bem variado, em termos de época, e com os clássicos que deveriam fazer parte do espetáculo. Depois da clássica Metal Health, a banda se despediu, mas como não poderia deixar de ser, o público pediu bis, e ganhou um AC/DC de brinde. É fato que Jizzy Pearl poderia encarar alguns shows com Angus & Cia, ele mandou muito bem nos vocais. Quando faltavam alguns minutos para s 21h, os seguranças da casa convidaram o público para deixar o local, já que a noite, sempre rola um pagodão na casa, e com certeza ela precisaria passar por uma limpeza, pois o chão estava todo grudento.

Set list:
Run for Cover
Slick Black Cadillac
Mama Weer All Crazee Now (Slade cover)
Whatever It Takes
Sign of the Times
Love’s a Bitch
Condition Critical
Put Up or Shut Up
Thunderbird
Party All Night
It Sucks to Be You
The Wild and the Young
Let’s Get Crazy
Cum On Feel the Noize (Slade cover)
Metal Health (Bang Your Head)
Highway to Hell (AC/DC cover)

Veja as fotos. Por Ale Frata

Sobre Ale Frata 50 Artigos
Fotógrafo, publicitário e editor do Marofa Music. Ex-baterista do 1853, para não ficar longe dos palcos, hoje fotografa shows e espetáculos, além de futebol e outros segmentos. Dentre os estilos musicais, o predileto é rock n' roll, sem rótulos. Tattoo pra acompanhar.

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